Displasia

Uma das principais preocupações do CBBB é com o controle de displasia dos cães que fazem parte do plantel brasileiro.
Todos os cães que estão nesse site, e possuem mais de 2 anos passaram por esses controles de saúde.
Também é importante a origem dos laudos:

O Clube só aceita laudos analisados por profissionais ligados ao Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária, pela Provet, IVI, OFFA e Dra. Adriana Varella. (Ver indicações AQUI)

Leia mais a respeito da displasia:

Displasia Coxofemoral

A displasia coxofemoral é caracterizada pelo mau encaixe da cabeça do fêmur no acetábulo, ou seja a articulação do quadril. Este problema não afeta apenas os cães mas também diversas outras espécies e até o homem.

Infelizmente no Brasil o diagnóstico para displasia em cães de reprodução não é obrigatório por parte dos clubes cinófilos e por isso a incidência da doença nas raças propensas a este mal é grande. Para se ter uma idéia, em um estudo realizado em Belo Horizonte – Minas Gerais, de 300 cães radiografados 60% apresentaram o problema não sendo aptos à reprodução.

Na Alemanha, país com elevado número de registro de Bernese, o índice da doença por ano é de 15 a 17%. Lá o controle é feito há mais de 10 anos, sendo obrigatório para o registro da ninhada.

A displasia é multi-fatorial, ou seja, pode ter diversas causas, inclusive ambientais, pois cães pesados que vivem em piso liso e escorregadio por muito tempo podem desenvolver a doença. A herança genética se caracteriza por um gen recessivo, ou seja, a doença pode não estar expressa no animal, mas o mesmo carrega o gen sendo possível transmiti-la aos seus descendentes. Na Europa onde alguns canis usam pedigrees livres para displasia (pais, avós e bisavós sendo HD(-) ou isentos) pode ocorrer o nascimento de ninhadas com 5 cães HD(-), 1 cão (+) e 1 cão HD(+++).

Então porquê radiografar os animais se mesmo com o pedigree inteiro livre de displasia nascem filhotes com o problema? Provavelmente a situação poderia ser inversa, com 5 cães HD(+++), 1 cão HD(+) e apenas um cão HD(-) o que seria muito pior. Por isso o controle deve ser realizado para tentarmos diminuir a incidência deste mal.

Por causa do alto índice de displasia no Brasil, diversas revistas especializadas e Web Sites de cães começaram corretamente a fazer campanha a favor do diagnóstico para displasia e a conseqüente retirada dos cães com elevado grau de displasia da reprodução. O exame deve ser realizado aos 18 meses de idade, apesar do Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária recomendar a idade de 24 meses. Canis onde é feito o controle da doença passaram a divulgar “Controle de Displasia”, mas não podemos esquecer jamais que o Controle de Displasia não isenta alguns filhotes da ninhada a terem o problema que só será detectado quando ele tiver 18 meses (ou menos nos casos de displasia precoce).

Muitos criadores afirmam que pelo fato dos seus cães virem de um canil onde é realizado o exame, não há necessidade de radiografar os seus cães, mas isso é completamente errado, pois como falado anteriormente, mesmo cães isentos de displasia podem ter filhotes com displasia. E se você comprar um filhote de um cão que não tem o diagnóstico, este cão pode ser displásico e as chances do seu filhote também ser displásico são bem maiores, por isso exija o laudo de displasia coxofemoral e de cotovelo.

Outro detalhe é que a única maneira de fazer o exame é por meio de uma radiografia, realizada com o cão anestesiado para o correto posicionamento. Somente através desse exame é possível graduar a doença e saber se o seu cão é apto à reprodução. O exame clínico não confirma o diagnóstico de displasia, ou seja, um cão que anda “rebolando” não possui obrigatoriamente displasia e da mesma forma um cão com andar perfeito não está isento da doença.

Se você comprou um filhote de pais isentos de displasia e aos 18 meses ele foi diagnosticado displásico, casos como estes infelizmente podem acontecer mesmo com todo controle. Aconselhamos que, de posse do exame, telefone ao criador e explique o que aconteceu. Ele irá te agradecer por isso, pois se for um bom criador irá observar que aquele cruzamento é mais propenso ao desenvolvimento deste mal.

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É comum que pessoas que possuem um cão queiram colocá-lo em reprodução. Muita gente, após todas estas recomendações, dizem que não querem montar um canil, mas apenas deixar seu cão cruzar uma única vez. Entretanto, imagine se seu cão é portador da doença e cruze com uma cadela também portadora, você poderá estar contribuindo para a manutenção desta doença.

Escrito por Richard Filgueiras e Maria Esther Odenthal – Médicos Veterinários.

Vamos combater esse problema de maneira consciente! Radiografe seu cão!
Tabela de Aptidão para Cruzamento
  • HD(-) ou HD A ou HD 0 cão livre de displasia => apto para cruzamento
  • HD(+/-) ou HD B ou HD 1 cão suspeito de displasia => apto para cruzamento
  • HD(+) ou HD C ou HD 2 cão com displasia leve => apto para cruzamento (apenas com cães de grau HD(-)/HD A)
  • HD(++) ou HD D ou HD 3 cão com displasia moderada=> inapto para cruzamento
  • HD(+++) ou HD E ou HD 4 cão com displasia severa=> inapto para cruzamento

Displasia de Cotovelo

Infelizmente, a Displasia de Cotovelo é algo muito comum nos berneses e o controle desse problema no Brasil é muito fraco. Exceto pelos criadores que pertencem ao Clube do Bernese, pois o controle da displasia de cotovelo em todos os cães do CBBB é algo obrigatório para o ingresso de um membro.

Para se ter uma idéia da dimensão do problema, a OFFA, instituição americana de ortopedia veterinária, mantém dados estatísticos sobre a ocorrência da doença em 87 raças diferentes. O bernese é a 3ª raça com maior número de cães atingidos pela displasia de cotovelo, com quase 30% dos cães displásicos nesta articulação.

Já no controle coxo-femoral, o bernese ocupa a 46ª posição com pouco mais de 10% dos cães afetados. Vale lembrar que essa estatística é americana, portanto a grande maioria dos cães computados são originários daquele país.
Mas, fica aqui o alerta. Não adianta o cão ter o controle coxo-femoral se não tiver o de cotovelo… Tão importante quanto o controle da displasia dos membros posteriores é o controle da displasia dos membros anteriores.

Você sabe o que é displasia de cotovelo?

A displasia de cotovelo é uma doença hereditária e resume-se em quatro doenças que levam a uma má formação e degeneração da articulação do cotovelo.

Todos esses problemas são de origem genética, mas podem se agravar com influencias do ambiente como: dietas hipercalóricas, obesidade, piso liso, excesso de exercício, crescimento rápido, má utilização de suplementos alimentares, dentre outros.

As quatro doenças indutoras de um problema no cotovelo são: a desunião do processo ancóneo, osteocondrite dissecante, fragmentação do processo coronóide e a incongruência do cotovelo.

O fator mais preocupante da displasia de cotovelo é seu alto grau de hereditariedade, podendo variar de 25 a 45%. Portanto, é um problema que se não for seriamente cuidado desde o início de um cruzamento, pode virar uma bola de neve sem controle. Se imaginarmos que 10 filhotes podem gerar 100 que podem gerar 1000, dá para sentir o tamanho do problema, não é mesmo?

O diagnóstico oficial da displasia de cotovelo só é aceito após 2 anos de idade. Mas, é possível realizar prévias desde os 4 meses de vida do animal para controlar o problema. Lembrando que somente o exame radiológico pode confirmar ou negar a presença deste mal.

Alguns animais portadores da doença podem não manifestar sintomas, outros sentem dificuldade para andar, apresentam andar anormal, mancam, preferem ficar deitados a se movimentar, outros sentem dor ao extender e flexionar o cotovelo.

Os animais afetados não devem procriar.

Em muitos casos, a resolução é cirúrgica, recorrendo-se a mudanças na dieta alimentar do animal e a alterações restritivas nos processos de exercício dos mesmos.

Vamos combater esse problema de maneira consciente! Radiografe seu cão!
  • Grau 0 – Animal não apresenta sinais de displasia de cotovelo.
  • Grau I – Mínima mudança óssea no processo ancôneo.
  • Grau II – Mudanças ósseas subcondrais adicionais e/ou osteófitos.
  • Grau III – Bem desenvolvida doença articular degenerativa.